Brasil

Não existe uma articulação para refazer a greve dos caminhoneiros, diz Raul Jungmann

Jungmann criticou “tentativa de criar um clima de ansiedade e de preocupação” com boato sobre greve dos caminhoneiros

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, desmentiu que uma nova greve dos caminhoneiros esteja sendo articulada para ter início a partir de segunda-feira (4). A informação ganhou força em correntes que circulam no WhatsApp e em redes sociais.

Em entrevista concedida nesta sexta-feira à Rádio Jornal , de Pernambuco, Jungmann até reconheceu a possibilidade de haver novos protestos, mas garantiu que não haverá nada semelhante à retomada da greve dos caminhoneiros .

“Eu quero deixar bem claro que não existe essa articulação para refazer o movimento e retornar a paralisação como nós tivemos. Pode ser que em algum lugar, alguma coisa venha a acontecer, mas nada parecido sequer como nós tivemos no movimento de caminhoneiros”, afirmou o ministro.

Polícia Federal vai investigar boato

Jungmann disse que conversou sobre o boato de uma nova greve com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, e disse que os responsáveis por iniciar a circulação dessa fake news já foram identificados e o fato será alvo de investigação em inquérito a ser aberto pela Polícia Federal. “Está se tentando, evidentemente, criar um clima de ansiedade e de preocupação divulgando fatos infundados”, reclamou.

As entidades que lideraram o movimento grevista das duas últimas semanas, a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) e a Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros), não se manifestaram a respeito da suposta retomada da paralisação.

A greve dos caminhoneiros iniciada no último dia 21 que contou com bloqueios nas principais rodovias do País e desencadeou crise de desabastecimento e afetou serviços em todo o território nacional foi encerrada após o governo federal ceder às reivindicações dos caminhoneiros. O Planalto aceitou subsidiar por 60 dias a redução de R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel cobrado na bomba dos postos de combustíveis e também suspendeu a cobrança da tarifa de pedágio por eixo suspenso de caminhões nas rodovias de todo o País.

 

 

Fonte: IG

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