Feira de Santana

Inserir arte nas aulas torna a educação mais inclusiva, defende professora de dança

Feira é o terceiro município a receber a Caravana do Esporte e das Artes em 2018

 

“A presença da arte torna a educação mais inclusiva a partir do momento em que capta a atenção até daquele aluno mais desinteressado. Uma dança ou música pode tornar a aula mais divertida e garantir o foco desses alunos”. Quem garante é Rita Lagrota, professora de dança e orientadora da formação “Arte Educacional Viva com Arte”, oferecida a 30 educadores da Rede Municipal de Ensino, nesta segunda-feira, 23.

A capacitação, que continua até quarta-feira, 25, na Faculdade Pitágoras, integra a Caravana do Esporte e das Artes, que está em Feira de Santana desde a manhã desta segunda-feira, 23.

Feira é o terceiro município a receber a Caravana do Esporte e das Artes em 2018; de acordo com a coordenação, mais sete cidades deverão contar com as atividades ainda este ano.

Professores refletiram sobre os quatro elementos da música

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Durante o encontro, os professores refletiram sobre os quatro elementos da música: ritmo, tempo, movimento e espaço. Ao criar coreografias em sala de aula, os professores devem exercitar as habilidades físicas, motoras e psicomotoras, porém, de maneira lúdica, inclusiva. “Não podemos entender a música separada da dança e nem o corpo separado da mente. A introdução da arte no ensino de diferentes disciplinas melhora a aprendizagem e gera um desenvolvimento integrado”, defende a professora.

Segundo Rita, até mesmo a matemática pode ser trabalhada a partir da dança, a exemplo dos movimentos que resultam em coreografias e podem gerar figuras geométricas como círculos ou quadrados ou incentivar uma criança a dizer o seu nome dentro de um determinado ritmo, o que poderia gerar um desenvolvimento tanto cognitivo quanto motor.

A formação parte do entendimento das raízes culturais locais e busca aprimorar a percepção corporal a partir da experimentação das motivações individuais e coletivas do tripé: pensar, sentir, agir. Os educadores têm ainda a oportunidade de rever as linguagens artísticas e seus elementos fundadores em dinâmicas que permitem observar e construir pontes educativas.

Na área de esporte, mais 60 professores têm acesso à formação. Profissionais de educação física e pedagogos conheceram metodologias propostas e viáveis para as escolas públicas a partir do esporte educacional.

Instituto Mpumalanga

Responsável pelas formações, o Instituto Mpumalanga Cultura, Tecnologia e Meio Ambiente busca executar ações para garantia dos direitos de crianças e jovens por meio de uma educação transformadora da realidade social. O Instituto atua em áreas como direitos e políticas públicas, formação e qualificação, tecnologia social, documentação, pesquisa e memória, entre outros.

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