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Dor é o principal sintoma do infarto, afirma especialista

Esse foi o tema da Sessão Científica do SAMU, realizada na Secretaria Municipal de Saúde

Saber identificar sintomas de um infarto pode salvar vidas. A dor torácica é o principal sintoma. Esse foi o tema da Sessão Científica do SAMU, realizada na Secretaria Municipal de Saúde, na segunda-feira, 6.

O médico Ricardo Peixoto palestrou para o público, formado por estudantes e profissionais de saúde. Ele abordou o tema “Infarto Agudo do Miocárdio”.

A palestra chamou atenção para a importância do reconhecimento dos sintomas do infarto pelo paciente, diminuindo o tempo de busca por atendimento médico, agilizando o diagnóstico rápido dos sintomas da doença pelos profissionais e, assim, reduzindo as possibilidades de morte.

Cuidado com a dor e pele fria

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“A dor torácica é o principal sintoma, que pode se apresentar em aperto ou queimação, com ou sem irradiação, associada a dispneia, náusea, vômito e pele fria”, ressalta.

De acordo com o médico, a incidência da doença coronária ocorre entre 50 a 69 anos.  Hipertensão, diabetes, idade, tabagismo e histórico familiar são alguns dos fatores de risco que levam a desenvolver a doença.

Atenção aos fatores de risco

“É importante estarmos atentos aos fatores de risco. Ao receber um paciente de 15 anos, com essa dor no peito, é improvável que esse sintoma se deva a doença coronariana, pois ele não apresenta fatores de risco. Mas se recebemos um idoso hipertenso e diabético, com dor, podemos observar que ele já apresenta fator de risco clássico e tem sintoma clássico, então há uma maior probabilidade da presença da doença”, alerta.

Durante o evento, o médico ainda esclareceu que a dor coronariana também pode seguir para o membro direito. Segundo o profissional, pacientes que apresentam a dor no peito que se erradia para os dois membros têm maior chance de possuir a doença do que aqueles pacientes que a dor erradia do peito para o braço.

Risco é até maior

“Geralmente, vemos ser negligenciada a dor que erradia para o membro direito, sendo, às vezes, até entendida quando não coronariana. Na verdade o risco é até maior”, alerta.

A Sessão Científica ocorre uma vez ao mês, porém neste mês de agosto terá uma edição extra no dia 29. O evento é aberto e gratuito para estudantes e profissionais da área de saúde.

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