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Líder do PSL volta ao ataque, se diz traído e fala em ‘vagabundagem’

Delegado Waldir disse que a tentativa de retirá-lo do cargo acontece há três meses.

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou nesta sexta-feira (18) que o presidente Jair Bolsonaro, o governador goiano, Ronaldo Caiado (DEM) e o líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL-GO), atuam para derrubá-lo do comando do diretório do partido em Goiás.

O G1 entrou em contato com as assessorias do Palácio do Planalto, do governo de Goiás e do deputado Vitor Hugo. As respostas ainda não haviam chegado até a última atualização desta reportagem.

Delegado Waldir disse que a tentativa de retirá-lo do cargo acontece há três meses. O PSL vive uma crise interna, que se acentou na semana passada, após Bolsonaro fazer críticas ao partido e ao presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE).

“Há três meses o senador Ronaldo Caiado, do qual estou adversário político, junto com o Major Vitor Hugo, tentam me tirar da presidência do PSL [em Goiás]”, afirmou. “Pediram ao presidente da República, e o presidente da República determinou ao presidente [do PSL] Luciano Bivar. Mas isso não foi concretizado”, afirmou o deputado.

Delegado Waldir disse ainda que se sente traído. Ele citou a tentativa do grupo do PSL ligado a Jair Bolsonaro de colocar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, na liderança do partido na Câmara. No entanto, o grupo bolsonarista perdeu e Waldir permanece no posto.

Na quinta-feira (17), apareceram gravações nas quais Waldir afirmou que vai “implodir” Bolsonaro e chamou o presidente de “vagabundo”. Nesta sexta, o líder do PSL na Câmara afirmou que não retira as declarações.

“Eu fui traído. O presidente pessoalmente está interferindo para me tirar da liderança. Isso não é traição? Se eu sou fiel a ele desde 2011, isso é mentira. Se ele, pessoalmente, junto com o líder do governo, Vitor Hugo, e o senador Ronaldo Caiado trabalham para me derrubar diretório de Goiás, e assim está fazendo com outros parlamentares do país todo, isso não é traição, isso não é vagabundagem? “, questionou o parlamentar.

O deputado falou com a imprensa na chegada a uma reunião da Executiva do PSL, em Brasília. Segundo ele, um dos temas do encontro deve ser alterações no estatuto do partido. Ele não detalhou as mudanças que devem ocorrer.

Fonte: G1

 

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