Política

Por contenção de óleo, ministro do Meio Ambiente e governador da Bahia se atacam

Neste sábado (19), enquanto as manchas de óleo que atingem o Nordeste chegaram a locais paradisíacos como Porto de Galinhas, em Ipojuca, Pernambuco, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o governador da Bahia, Rui Costa (PT), ficaram trocando acusações pelo Twitter sobre a falta de ajuda do adversário para a limpeza das praias.

Na quinta-feira à noite, escreveu na rede um informe com ações adotadas até então: uma reunião com prefeitos de oito cidades litorâneas para organizar o enfrentamento das manchas e a retirada de 155 toneladas de material. Nessa sequência de três postagens, ele cobrou presença do governo federal: “Precisamos de um posicionamento e de resoluções do Governo Federal, através da Marinha e do Ibama, que são os responsáveis pelo cuidado com o oceano, mas continuam em silêncio”, escreveu.

Na manhã deste sábado, Salles respondeu o tuíte, dizendo que esteve “pessoalmente” na Bahia com equipes federais, mas que não teria visto “ninguém do governo estadual”.

No fim da tarde, o governador rebateu o ministro. “De helicóptero realmente não tinha como ver. Fazer foto e dizer que trabalhou é muito fácil. Deixe de fazer política e trabalhe”, escreveu. Costa também cobrou informações sobre as manchas. “O senhor já sabe o q causou esse gravíssimo acidente ambiental?” Por fim, o governador fez insinuação de que havia preconceito contra o Nordeste. “Além de nada, o que o senhor fez? Não quero acreditar em preconceito contra o Nordeste”, escreveu.

A mancha de óleo acentuou atritos entre o governo Jair Bolsonaro e os governadores do Nordeste, região em o presidente teve sua pior votação. Na sexta-feira, oito dos governadores divulgaram uma carta conjunta em apoio ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PT), com quem Bolsonaro também havia tido atritos pelas redes sociais. “O país precisa de reunião de esforços para superar enormes desafios. É fundamental que este compromisso, que todos esperamos ver cumprido pelos gestores públicos, não seja debochadamente ignorado por alguém que deveria ser uma de suas maiores referências”, diz trecho do documento.

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