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Dia Nacional do Diabetes: especialista dá dicas para prevenção e controle da doença

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com o problema

Em 26 de junho o Ministério da Saúde celebra o Dia Nacional do Diabetes – em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A data promove a conscientização para um problema que afeta, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas, o que representa 6,9% da população nacional, de acordo com informações da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Neste dia ocorrem grandes mobilizações para lembrarmos que existem meios de prevenção da doença em todo país, mas é sempre importante falarmos sobre a saúde todos os dias. Afinal, é no dia a dia que devemos priorizar os hábitos saudáveis para evitar complicações no futuro.

A maneira mais eficiente de prevenção é a prática regular de exercícios, alimentação saudável, controlar a pressão arterial, assim como, evitar o uso de cigarros e o consumo de álcool. O diabetes mellitus é uma doença crônica caracterizada pelo aumento do açúcar no sangue.

Caso a doença não seja tratada e acompanhada adequadamente, essa elevação pode evoluir para casos mais graves e levar a inúmeras complicações, ao longo do tempo, no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos, informa o clínico geral e endocrinologista, Lino Sieiro Netto.

“Pode gerar, em 10 ou 15 anos, complicações incapacitantes, como a perda da capacidade laboral, além de ser um risco para a vida. Nos casos mais graves ocasiona doenças no rim, podendo levar o paciente a necessitar do tratamento de hemodiálise. As pessoas podem apresentar doenças cardiovasculares, como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). É a principal causa de cegueira e também de amputação, sendo a principal causa de amputação não traumática entre os homens”, explicou Lino Netto, que também é coordenador do curso de Medicina do Centro Universitário de Excelência (Unex), unidade de ensino situada em Feira de Santana.

Sintomas

Como descobrir se tem diabetes? De forma fácil! Basta a realização de exames de sangue em jejum; se a glicose ficar acima de 126 mg/dL, o paciente possui a doença. Na glicose sem jejum, valores acima de 200 mg/dl também apresentam diagnóstico de diabetes. O médico Lino Netto orienta que é essencial levar o resultado ao posto de saúde ou mostrar ao médico no momento da consulta para análise.

“Existem vários tipos de tratamento, medicamentos, insulinas. É muito importante ouvir a opinião do especialista para seguir com uma dieta restrita de açúcar e carboidrato de ação rápida, associada a mudança de estilo de vida. O paciente precisa fazer exercícios, parar de fumar e perder peso, que são fatores de risco para o aumento do número de diabéticos”, ressaltou.

Outra forma de detectar a doença é através dos sintomas que refletem o aumento do açúcar no sangue. “A pessoa passa a ter vontade de urinar várias vezes ao dia, provocando uma grande eliminação de urina (Poliúria), principalmente à noite. Como perde muito líquido na urina, gera uma sede excessiva (Polidipsia). E como a glicose não é aproveitada e fica no sangue, aumenta também a fome (Polifagia). Por isso, muita atenção e cuidado com o diabetes”, completou o especialista.

 

Como evitar a hiperglicemia e hipoglicemia

 

Os portadores de diabetes convivem diariamente com cuidados essenciais para controlar a doença e evitar a hiperglicemia, destaca. “É ideal usar corretamente os medicamentos, consumir os alimentos permitidos, realizar atividades físicas, periodicamente fazer consultas médicas e realizar exames para acompanhamento”.

Também é necessário estar atento aos sinais e sintomas do diabetes para impedir a hipoglicemia, que é a redução da glicose no sangue, completa. “Observar se houve queda de açúcar no sangue, quando sentir fome, suor em excesso, fadiga, tremores e fraqueza. Nessas ocasiões, ingerir uma colher de sopa de mel ou um copo de suco de laranja. Para evitar novas crises, vale apostar em alimentos ricos em fibras, como aveia e oleaginosas. O essencial é consultar o seu médico para receber as orientações adequadas”, argumenta.

Fonte: Vânia Castro

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