Mercados globais reagem com temor de recessão após anúncio chinês e dados positivos da economia americana
O mercado financeiro global viveu um dia de forte turbulência nesta sexta-feira (4), com o dólar registrando a maior alta diária em mais de dois anos e superando a marca de R$ 5,80. A reação veio após a China anunciar retaliações às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. A bolsa de valores brasileira (Ibovespa) também sofreu um forte baque, com a maior queda diária desde dezembro do ano passado.
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,836, com uma expressiva alta de 3,68%. A moeda americana atingiu seu maior valor desde 10 de março, refletindo a instabilidade no cenário econômico internacional. A alta desta sexta-feira foi a mais significativa desde novembro de 2022.
O mercado de ações acompanhou o clima de aversão ao risco, com o Ibovespa fechando aos 127.256 pontos, uma queda de 2,96%. O índice atingiu o menor patamar desde maio, registrando o pior desempenho diário desde dezembro. A queda da bolsa brasileira seguiu a tendência negativa dos mercados globais, com as bolsas americanas registrando a pior semana desde o início da pandemia de Covid-19.
A decisão da China de retaliar as tarifas americanas com sobretaxas de 34% gerou um temor de recessão em escala global, impactando fortemente os mercados emergentes. Além disso, a divulgação de dados positivos da economia americana, com a criação de 228 mil postos de trabalho em março, fortaleceu a expectativa de que o Banco Central americano (Fed) possa adiar o corte de juros, pressionando ainda mais os mercados. A queda no preço internacional do petróleo também contribuiu para o cenário negativo, afetando países produtores de commodities como o Brasil.
Fonte: Redação Portal Rádio Repórter com informações da Reuters