A Americanas divulgou hoje os aguardados resultados financeiros de 2023, após dois adiamentos. O destaque foi o prejuízo de R$ 1,621 bilhão no terceiro trimestre, 17,8% menor que no mesmo período do ano anterior, ajustado para R$ 212 milhões. No acumulado dos nove meses, o prejuízo foi de R$ 4,611 bilhões, uma redução de 23,5%. A empresa enfrentou desafios significativos, especialmente devido a fraudes reveladas, exigindo esforços de reconstrução.
O Ebitda registrou um valor negativo de R$ 1,559 bilhão nos nove meses, 21,3% pior em relação ao ano anterior. Com a descoberta das fraudes, as vendas da Americanas, uma das maiores do país, declinaram drasticamente, com uma queda de 51,1% na GMV, totalizando R$ 16,059 bilhões nos nove meses.
No terceiro trimestre, a receita líquida foi de R$ 3,261 bilhões, uma redução de 39,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado dos nove meses, a receita totalizou R$ 10,293 bilhões, uma queda de 45%.
Um ponto crucial foram as dívidas, que aumentaram 10,6% em relação a setembro de 2022, totalizando R$ 33,443 bilhões. A dívida bruta atingiu R$ 38 bilhões. Contudo, a Americanas expressa confiança em uma “relevante redução” do endividamento com a execução do Plano de Recuperação Judicial. O caixa da empresa, que quase se esgotou após a descoberta das fraudes, encerrou setembro em R$ 4,929 bilhões, uma queda de 49,5% em relação ao ano anterior. O balanço conclui com uma nota de otimismo, destacando que a empresa superou a fase mais crítica de sua história.
A Redação com informações da CNN Brasil