De janeiro a julho houve um aumento de 1,5% no volume de vendas do varejo restrito
De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, o volume de vendas no varejo restrito subiu 0,7% entre os meses de junho e julho na comparação dos dados dessazonalizados. A variação veio um pouco acima da mediana das expectativas de mercado, de 0,5%, mas foi antecipada pelo indicador antecedente da Boa Vista de Movimento do Comércio, que já havia apontado alta de 0,7% no período.
A alta no mês se deveu aos aumentos de 11,7% no segmento de “Equipamentos e materiais para escritório”, de 0,3% para “Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo” e de 0,1% para “Artigos farmacêuticos”. Por outro lado, outros segmentos relevantes, como “Tecidos, vestuário e calçados”, “Móveis e eletrodomésticos” e “Combustíveis e lubrificantes” recuaram 2,7%, 0,9% e 0,1%, respectivamente.
Na comparação interanual houve um aumento de 2,4% e na análise de longo prazo, medida pela variação acumulada em 12 meses, o crescimento no volume de vendas acelerou, passando de 0,9% para 1,6%. Essa tendência também havia sido antecipada muito de perto pelo indicador da Boa Vista, que para o mês de julho apontava crescimento de 1,7% em 12 meses, ante 1,2% em junho.
“Já esperávamos por um início bom para o varejo no 3º trimestre. Podemos atribuir essa melhora na margem à resiliência do mercado de trabalho, com desemprego em queda e aumento acelerado na renda real. No ano passado o 3º trimestre foi um período mais fraco de vendas, por isso o crescimento em comparação a julho de 2022 e a aceleração nos resultados acumulados também já estavam no radar. Daqui para frente podemos ter um efeito importante por conta do ‘Desenrola’, dado que muitos consumidores poderão acessar novos créditos depois de renegociar suas dívidas. No entanto esperamos por um pouco de cautela nesse período de ambos os lados, tanto de quem vai às compras quanto de quem vai conceder esse novo crédito, mas isso poderá ter um efeito positivo para o setor à medida que se aproxima um período de maior sazonalidade, com Black Friday e Natal”, diz o economista da Boa Vista, Flávio Calife.
Fonte: Assessoria de Comunicação